Meu Irmão.
Ninguém espera te transformes num milionário ou num santo
para que o bem te ilumine o coração e dirija os
passos.

Sublime é a
caridade que se transforma em reconforto.

Divina é a caridade que se converte em amor
irradiante.

De sementes
minúsculas, procedem as árvores gigantescas que sustentam a
vida.

Evita falar de ti
mesmo.

Cumpre o dever
que te cabe, sem intromissão nas tarefas
alheias.

Não provoques o elogio
no desempenho de tuas obrigações.

Não te prendas a ninharias, quando o benefício geral te
reclame a colaboração.

Perdoa sem alarde as
ofensas.

Não te
encarceres na indisciplina.

Aprende a ouvir com serenidade as palavras ingratas ou
contundentes, para que a irritação não perturbe os outros, através de tuas
energias descontroladas.

Esquece todo mal.
Procura, cada dia, uma nova oportunidade de ser
útil.

Abstém-se das conversações
maliciosas ou indignas.

Não partilhes o triste banquete da leviandade ou da
calúnia.

Compadece-te
dos ausentes e ajuda-os com o verbo cristão.

Escuta com calma quem te procura, trazendo inquietação ou
veneno.

Nunca olvides que, se,
muitas vezes, nos arrependemos de haver falado, ninguém padece remorso por haver
preferido o silêncio.

Ora por quem te persegue ou não
compreende.

Emite bons
pensamentos para todos os que te cercam.

Não te furtes aos serviços humildes, quais sejam os do
copo d’água, da palavra estimulante, do sorriso amigo, da limpeza gratuita, da
gentileza anônima, da bondade prestimosa e
desconhecida.

Da
caridade divina, que exterioriza a claridade santificante do exemplo, pode
participar todo irmão de ideal evangélico, ainda mesmo aquele que se declara
absolutamente sem tempo e sem dinheiro para o exercício do
bem.

Usa, cada hora, o
gesto espontâneo da fraternidade imperceptível e os teus singelos depósitos,
aparentemente insignificantes, capitalização, em teu benefício, um tesouro de
glórias no Céu.
(“Nosso Livro”, Emmanuel, Francisco Cândido
Xavier)

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